PLANEJAMENTO URBANO

Prefeitura de Picos inicia oficinas participativas para revisão e atualização do Plano Diretor

Encontros reunirão gestão municipal, comunidades rurais e moradores da zona urbana para mapear desafios e definir diretrizes para o futuro do município

A primeira reunião, voltada à Gestão Municipal e Governança, aconteceu na manhã desta quarta-feira (05).

/ SECOM / quarta-feira, 5 agosto , 2026

A Prefeitura de Picos, através da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Avaliação, deu início à uma série de oficinas participativas para a revisão e atualização do Plano Diretor. A primeira reunião, voltada à Gestão Municipal e Governança, aconteceu na manhã desta quarta-feira (05), no Plenário vereador Pedro Barbosa da Silva, na Câmara de Vereadores de Picos, e reuniu representantes das secretarias municipais, órgãos da administração pública e instituições parceiras. O objetivo do encontro foi validar informações técnicas, identificar desafios institucionais e debater diretrizes para o desenvolvimento urbano, rural, ambiental, social e econômico do município.

As contribuições coletadas nesta primeira etapa servirão para complementar os levantamentos preliminares e subsidiar as fases seguintes do processo de planejamento. O Plano Diretor orienta o crescimento sustentável da cidade, organiza o uso e a ocupação do solo e define políticas públicas essenciais para áreas como mobilidade, habitação, infraestrutura, saneamento e meio ambiente. Para garantir a construção de um documento democrático e alinhado à realidade local, a gestão municipal programou escutas em diferentes pontos e realidades do município.

A secretária Municipal de Planejamento, Orçamento e Avaliação, Leila Martins, ressaltou que o engajamento de toda a sociedade é fundamental para conferir legitimidade às propostas que orientarão os investimentos futuros em Picos.

“A participação popular é de fundamental importância nessa atualização do nosso Plano Diretor porque, além de trazer legitimidade a esse processo, é através da participação popular que nós vamos entender quais são os desafios que a nossa população tem, qual é o olhar que eles têm sobre a nossa cidade, o que é que eles acham que poderia ser incorporado aqui na nossa cidade para que melhorassem vários aspectos urbanos. Então é por isso que é fundamental que participem, para que esse diagnóstico esteja o mais alinhado possível com a realidade aqui da nossa população, de quem vivencia a nossa cidade no dia a dia”, destacou a secretária.

Para contemplar as especificidades do campo, o cronograma inclui a Oficina Território Rural, voltada a agricultores familiares, associações e lideranças comunitárias. O primeiro encontro na zona rural acontece na noite desta quarta-feira (05), às 18h30, no Povoado Saquinho, na Casa de Rosimar Borges, ao lado da Igreja Católica. A programação também prevê reuniões no Povoado Mirolândia, o que garante espaço para que os moradores do meio rural apresentem suas demandas específicas de infraestrutura, produção e acesso a serviços públicos.

A Secretária Leila Martins enfatizou a importância de descentralizar os debates e ouvir diretamente as comunidades do interior do município. “Nós vamos fazer essas oficinas participativas também na zona rural. É importante que sejam consideradas todas as visões porque as demandas urgentes de uma pessoa que mora na zona urbana não necessariamente serão as mesmas de quem mora na zona rural. São olhares diferentes, são demandas diferentes e todas elas deverão ser consideradas nesse processo”, afirmou Leila Martins, frisando ainda que as propostas coletadas serão sistematizadas para incorporação ao texto final do Plano Diretor.

Já escuta com a população urbana ocorrerá na quinta-feira, 06 de agosto, às 16h00, no Auditório Céu das Artes Ver. Didi Mocó, no Conjunto Habitacional Luiza Gomes de Medeiros (Q85 – Bairro Morada Nova). Nesse espaço, moradores, lideranças e entidades representativas poderão abordar pontos cruciais como habitação, saneamento básico, qualidade de vida e transporte coletivo.

A arquiteta e urbanista, Ileanna Ferraz, representante da empresa Executiva, responsável pela condução técnica da revisão do Plano Diretor, explicou como funcionam as oficinas e ressaltou que os debates vão além das questões físicas do município.

“Hoje a gente iniciou o processo participativo desse processo de revisão e atualização que é uma premissa quando a gente trabalha com o Plano Diretor. Durante hoje e amanhã nós estamos realizando esses momentos divididos entre gestão municipal, área urbana e área rural. São momentos em que nós apresentamos a realidade da cidade, baseado em pesquisas, e agora a gente vai colher diretamente junto à população os dados principais. Aqui hoje a população questionou sobre a necessidade principalmente de mobilidade urbana, trouxeram alguns pontos importantes sobre a questão também da necessidade de um fomento à arborização urbana e também nós tivemos aqui uma questão muito importante que foi a equidade de gênero, sobre como as mulheres precisam do direito à cidade”, explicou a especialista.

A urbanista também ressaltou a dimensão social do planejamento e a obrigatoriedade legal de incluir os cidadãos em todas as fases do processo. “A arborização e o direito urbano vão além da parte física porque a gente precisa sobrepor essas camadas, tanto a camada social, ambiental, econômica, para entender a realidade da cidade. Quando a gente fala de cidade, a gente fala de cidadão, e cidadão é aquele que vive na cidade. A cidade é o seu espaço de exercício da cidadania. É uma premissa legal existir o processo participativo nos processos de planejamento urbano. É somente ouvindo a população através dos processos participativos que a gente consegue ter essa visão macro, essa visão holística do que é o tecido urbano”, acrescentou Ileanna Ferraz.

Nos próximos meses, após o encerramento da fase de escutas presenciais e do recebimento das contribuições enviadas por meio de formulários online, a equipe técnica prosseguirá aos trabalhos com a consolidação de todas as informações reunidas. Esse material resultará na elaboração do Documento de Prognóstico, etapa fundamental para a redação da Minuta de Lei que será enviada para apreciação e votação na Câmara de Vereadores de Picos.